terça-feira, 25 de agosto de 2009

Um Trem para 2046



2046 - Os Segredos do Amor (2046) - 2004
China / França / Alemanha / Hong Kong





Diretor: Wong Kar-Wai
Elenco: Tony Leung, Zhang Ziyi, Faye Wong, Gong Li, Takuya Kimura, Carina Lao


O filme funciona como uma “continuação” do filme Amor à Flor da Pele. O mesmo escritor do filme anterior volta a Hong Kong e hospeda-se em hotel para escrever histórias para o jornal onde trabalha. Passa as noites em grandes festas e acaba se relacionando com algumas mulheres, sem nunca querer nada sério com elas, magoando-as e se magoando. Sensibilizado pela história de amor da filha do senhorio decide escrever um livro de ficção científica para contar a história dela com o namorado japonês.


Sites: Site Oficial / IMDB


Antes de mais nada, preciso comentar essa mania das distribuidoras brasileiras em sempre colocar um subtítulo quando o filme possui um título com uma só palavra. E que subtítulo infeliz esse.


Por que gostar desse filme?


Obs: esse filme é melhor compreendido e apreciado como continuação de Amor à Flor da Pele. Assistam os dois e se deliciem com o que o cinema pode apresentar de melhor, apesar de que assistir somente a 2046 já é uma experiência e tanto.


Esse é um dos filmes que mais gosto. Ele tem tantas nuances, que só assistindo você percebe todas elas.

O diretor consegue surpreender novamente, fazendo uma continuação original, sem repetir fórmulas do filme anterior, apenas retomando um dos personagens principais (o Sr. Chow, novamente maravilhosamente interpretado por Tony Leung).
É um filme sensível, visualmente deslumbrante e com atuações incríveis. Algumas cenas, mesmo vistas isoladamente, são verdadeiras obras de arte. Outro detalhe interessante é a inteligente “mistura” entre as cenas no tempo da história do filme (década de 60) e cenas no futuro em 2046 (do livro do personagem).
Pode parecer brincadeira, mas as cenas de despedida desse filme são inesquecíveis.
O Sr. Chow volta de Cingapura, onde esteve tentando esquecer a desilusão amorosa do passado, e se hospeda em um hotel onde quase se hospeda no quarto 2046 (mesmo número do quarto de seus encontros do passado). Acaba ficando com o quarto em frente.
O filme pode ser compreendido como o personagem vivenciando ecos das situações vividas no passado (filme anterior). Alguns blocos temáticos podem ser percebidos ao longo do filme.


A volta do Sr. Chow



O Sr. Chow tornou-se uma pessoa amarga que muda completamente de atitude. Passa a ser uma pessoa extrovertida, vivendo a noite e se envolvendo com várias mulheres, mas sempre rejeitando qualquer laço afetivo.
Suas atitudes magoam os outros e a ele mesmo, e isso não condiz com a natureza dele. É novamente o medo de sofrer que leva a sofrer ainda mais.
Depois de muitas idas e vindas na história, ele só poderia acabar onde acaba: sozinho em um táxi, ecoando a fantástica cena romântica de Amor à Flor da Pele.







Bai Ling, a “amiga de copo”



Bai Ling (interpretada pela bela Zhang Ziyi) se muda para o quarto 2046 e logo atrai a atenção do Sr. Chow. Ela é o seu par perfeito: livre, divertida, muitos namorados e sem nenhum compromisso.
O relacionamento é esquizofrênico. Ambos sentem atração forte um pelo outro, mas o relacionamento acontece como se tudo fosse um serviço sexual a ser pago pelo contratante. É somente sexo e nada mais.
Com o tempo ela tenta iniciar algo mais sério com ele, mas ele é grosseiro, lembrando que são apenas “amigos de copo” (e de sexo, claro).
Magoada, ela se afasta, só se reencontrando com ele, quando está indo para Cingapura viver com um antigo namorado. A despedida dos dois é uma cena maravilhosa, uma aula de como mostrar sentimentos reprimidos por meio de gestos e olhares, que desmentem o que está sendo dito pelas pessoas. Ela ainda tenta reatar a relação, mas ele, com medo a rejeita novamente. Explode a emoção na cena. Não tem como não se emocionar junto.
Esse bloco apresenta o Sr. Chow como alguém insensível. Nada mais falso. Ele é traído a cada momento por gestos e palavras, na sua tentativa de fingir o que não é. São pequenos detalhes que mostram que ele ainda é a mesma pessoa sensível de antes.


Srta. Wang e seu namorado japonês


Wang Jing-wen (interpretada pela também bela Faye Wong) é a filha mais velha do senhorio do Sr. Chow. Ela está apaixonada por um japonês que esteve hospedado no hotel por algum tempo, mas que teve de voltar para o seu país. O rapaz tenta de todas as maneiras convencê-la a ir embora viver com ele, mas o pai dela é terminantemente contra o relacionamento.
Ela, com medo, rejeita o rapaz. Sabe-se que ela fica internada durante algum tempo, provavelmente resultado de problemas emocionais.
O Sr. Chow a ouve falando sozinha em japonês, no quarto 2046. Ele tenta algum relacionamento com ela, mas logo percebe que ela é apaixonada realmente pelo rapaz japonês. Então, ele a ajuda, recebendo a correspondência no lugar dela e repassando as cartas para ela secretamente.
Surge uma amizade entre ambos e ela começa a ajudá-lo a escrever as suas histórias de aventura para o jornal no qual ele trabalha.
Para alegria dele, ela decide enfrentar o pai e ir para o Japão. Com o tempo, o senhorio aceita a situação e vai ao casamento da filha no Japão.
Nesse bloco, surge a motivação para ele escrever o livro que é mostrado no filme como uma ficção futurista: tentar expurgar o passado.
Ele percebe que ela está tendo a mesma atitude da sua antiga paixão. O medo está fazendo com que ela e o namorado sofram, quando na verdade, o que eles querem é viver intensamente a sua paixão. Novamente ecos da história do passado dele, que ele não podia deixar ter o mesmo final triste.





A misteriosa Su Li-zhen


Na estada do Sr. Chow em Cingapura ele perde quase todo o dinheiro no jogo e é ajudado por uma jogadora profissional, interpretada por Gong Li. Ele acaba descobrindo que o nome dela é Su Li-zhen, o mesmo nome de seu antigo amor. A Su Li-zhen de Cingapura é uma mulher cheia de mistérios, que ninguém conhece o passado e que nunca tira a luva preta da mão esquerda.
O relacionamento entre deles, de profissional evolui para sentimental, mas quando ele tenta algo mais sério, ele a rejeita, dizendo que ele não está apaixonado por ela, mas por um nome, por algo que ela não é. A cena de despedida de ambos é linda. Novamente, tudo errado, ambos acabam magoados somente por medo de serem magoados.
Esse bloco é como um espelho do passado para ele. As duas Su Li-zhen se vestem, se penteiam e tem gestos muito semelhantes. E a situação se repete: novamente ele é rejeitado por uma pessoa chamada Su Li-zhen. Isso explica a sua atitude ao voltar para Hong Kong.





O trem para 2046


Na minha opinião, esse é o bloco mais interessante do filme e vai aparecendo em vários momentos do filme. O Sr. Chow sensibilizado ao perceber que uma história de paixões, medos, mágoas e  tristezas está prestes a se repetir com a Srta. Wang, decide escrever um livro para retratar essa situação. Na verdade o livro é sobre ele mesmo e suas angústias interiores.
Ele queria chamar o livro de 2046, mas prefere chamá-lo 2047. A Srta. Wang é a sua principal leitora, enquanto escreve. O mais interessante é que ele escreve um livro de ficção científica! Aí está a riqueza do filme. Usar elementos de um filme de ficção científica para traçar um paralelo com as angústias interiores do autor do livro. O livro é sobre um trem que leva as pessoas para o futuro, em 2046.


"Todos que vão para 2046 tem a mesma intenção, eles querem recapturar memórias perdidas. Porque em 2046 nada muda. Mas, ninguém sabe se isso é verdade ou não, porque ninguém nunca voltou"


O trem só tem um passageiro e ele está tentando voltar de 2046. É uma viagem dolorosa e cheia de sofrimentos.
O autor não consegue se livrar de 2046. Não o ano, nem o quarto em frente ao seu, mas o quarto do passado, onde viveu o período mais feliz da sua vida ao lado da sua amada Su Li-zhen. As memórias não estão perdidas, infelizmente, o que se perdeu foi o tempo. Não tem mais como voltar e a dor é imensa para tentar esquecer o que aconteceu. Ele afirma:


"O amor é uma questão de timing.
Não é bom encontrar a pessoa certa muito cedo ou muito tarde.
Se eu vivesse em outra época ou lugar ...
... minha história teria um final diferente"


Outro detalhe interessante sobre esse trem é que ele possui mulheres andróides que atendem a todos os desejos dos passageiros. A principal delas é vivida também pela atriz Faye Wong.
Essas mulheres andróides têm um pequeno defeito: não conseguem demonstrar imediatamente os seus sentimentos. Isso só acontece muito tempo depois. Inclusive isso é mostrado em uma cena muito bonita, que vai ter eco com o que acontece exatamente com o autor do livro.
Por esse motivo, quando ele usa as mulheres andróides para "guardar" o seu segredo, como na lenda sobre sussurrar um segredo em um buraco de árvore e cobrir com lama, elas não tem reação. Nem quando ele pede para elas irem embora com ele, elas simplesmente não respondem.
Nesse bloco o autor apresenta a sua teoria sobre o motivo do seu relacionamento ter falhado no passado: a mulher da sua vida teve sempre reações atrasadas em relação aos seus sentimentos, por isso nunca aceitou o seu convite para viverem juntos.


É um filme lindo, com cenas inesquecíveis. A forma como o diretor mistura elementos da vida passada do personagem com situações atuais e com o livro que está escrevendo é brilhante.


Cenas Inesquecíveis
  • A impressionante cena de abertura (que vocês podem ver aqui embaixo). Ela já apresenta o trem para 2046 e toda a motivação do personagem. Veja o que é falado em off: "Não consigo parar de me perguntar se ela me amava ou não. Nunca descobri a resposta. Talvez a sua resposta fosse como um segredo que ninguém jamais saberia". É praticamente um resumo do filme, além de uma cena linda.
  • A sucessão de cenas com as mulheres andróides no trem. Vão sendo mostrados ecos do passado do autor. As coisas se repetem eternamente.
  • Todas as cenas de despedida (sem exceção). Cada uma com uma carga emocional violenta e mostrada de forma fantástica. As emoções estão sempre à flor da pele e, muitas vezes, são mostradas por detalhes do gestual, algumas vezes sutis, outras nem tanto. Em especial uma cena merece destaque abaixo.
  • A cena de despedida do Sr. Chow e de Bai Ling. A tensão nessa cena é fantástica. Os dois estão quase explodindo de paixão um pelo outro, mas pensam que se entregar a essa paixão seria algo destrutivo para ambos. A explosão final dela em lágrimas e o sorriso de resignação dele ao sair demonstram tudo. Os pequenos detalhes e os grandes gestos dessa cena impressionam pela beleza.
  • Essa cena é antológica: o senhorio devolve ao Sr. Chow o manuscrito do livro e diz que a filha (que leu o livro) achou que ele tem um final muito triste. O autor diz que vai tentar modificar. O que se segue é um achado em termos de cinema: o autor imóvel, a pena da caneta quase toca o papel, mas nada é escrito. Aí o tempo passa (1 hora, 10 horas, 100 horas...), e nada muda, como na cena da mulher andróide. Maravilhoso, mas não termina por aí. Na cena seguinte ele está pegando um táxi (novamente) e diz: "Eu também gostaria que a história tivesse um final feliz, mas não sei como. Alguns anos atrás eu tive um final feliz ao meu alcance, mas eu deixei ele escapulir". E enquanto diz isso, aparece uma cena em flashback (preto-e-branco) dele em um táxi com a sua paixão do passado, mas desta vez, ele está deitado no ombro dela. Essa é de arrepiar mesmo, tem que voltar a imagem e repetir algumas vezes.
Assista à cena de abertura do filme:





Assista ao trailer do filme:







Lord of the Reel





domingo, 23 de agosto de 2009

Cinema à Flor da Pele

Amor à Flor da Pele (Fa Yeung Nin Wa) - 2000
(Hong Kong / França)
Diretor - Wong Kar-Wai
Elenco - Maggie Cheung, Tony Leung, Rebecca Pan, Siu Ping Lam

Casal de vizinhos se aproxima e se apaixona enquanto os respectivos cônjuges têm um caso. Mas, apesar dos sentimentos dos dois, o relacionamento termina com a separação do casal.


Sites: Site Oficial / IMDB


Por que gostar desse filme?

A sinopse do filme nos engana, levando a crer em mais um daqueles filmes açucarados com final choroso.

Na verdade, Amor à Flor da Pele não deixa de ser um filme romântico, principalmente focado no medo de ser feliz.

O diretor, Wong Kar-Wai, realizou um filme primoroso que deve ser assistido atento aos pequenos detalhes.

As imagens são lindas (adoro até aquelas cenas em câmera lenta que a crítica gosta de ironizar chamando de "maneirismo" do diretor), a música é envolvente (a trilha sonora é incrível e é impossível sair do filme sem ter na cabeça a música "Quizás, Quizás, Quizás" cantada por Nat King Cole), os figurinos e a ambientação são excelentes (reprodução dos anos 60).

Além de tudo isso, o filme possui dois trunfos importantes: a história, e como ela é contada, e as interpretações.

O rítmo do filme é lento, denotando a passagem de tempo para o casal e, como o próprio enredo, vamos sendo seduzidos lentamente pela história.

A história começa em 1962, quando dois casais se mudam para quartos de aluguel vizinhos. Somente notamos a presença do marido de um dos casais (o Sr. Chow, interpretado por Tony Leung) e da esposa do outro casal (a Sra. Chan, vivida por Maggie Cheung), pois os outros dois cônjuges estão sempre trabalhando ou viajando.

Na verdade, o que os dois descobrem é que os respectivos cônjuges "ocultos" estão tendo um caso, um com o outro. Isso acaba aproximando os dois, que começam a se encontrar para simular o que vão dizer quando revelarem o que sabem sobre o adultério.

Com o tempo, os dois continuam se encontrando. A Sra. Chan auxilia o Sr. Chow a escrever histórias de samurai para o jornal no qual ele trabalha. Como era de se esperar, eles vão cada vez mais necessitando desses encontros, mas isso começa a causar um certo "mal estar" nos vizinhos.

Então eles começam a se encontrar em um hotel, no quarto 2046. Com o passar do tempo, a paixão cresce, mas os receios da Sra. Chan em contrariar as convenções sociais da época e o medo de se magoar novamente, leva a separação do casal e a desilusão amorosa novamente.


Mas, o que tem de diferente esse filme, com um enredo já utilizado em dezenas de outros filmes?

É aí que se percebe a não do diretor do filme. E que mão!

O modo como ele apresenta esse amor crescendo entre essas duas pessoas. Não como aquelas paixões arrebatadoras, que levam os personagens a cometer loucuras, mas gradativamente. Primeiramente, os personagens estão a procura de algo no que se agarrar, depois que ficam desnorteados com a notícia do adultério. Nesse momento, o que encontram: um ao outro. Depois eles vão se conhecendo e a coisa acontece naturalmente.

Mas, o aspecto mais importante é a forma como os sentimentos desses personagens são apresentados. Praticamente não se declaram, praticamente não se tocam, mas existe uma "eletricidade" entre eles, uma tensão que está prestes à explodir. Mas não explode, principalmente pelo medo de ambos em errar e sofrer novamente.

Tudo isso é filmado de uma forma elegante, suave e contagiante.

O ápice da desilusão de ambos acontece quatro anos após a separação, quando o Sr. Chow, já separado da esposa, está trabalhando em Cingapura, com certeza tentando esquecer as suas duas desilusões. Lá, ele realiza o antigo ritual, no qual um segredo é sussurrado no buraco de uma árvore e depois coberto com lama, para que o segredo fique guardado lá. É uma cena fantástica, porque não ouvimos qual é o segredo, mas a cena parece "gritar" qual é. Todos sabemos qual é.

E enquanto ele está fora do hotel em Cingapura, ela entra no quarto dele e o que vemos não deixa dúvidas de que a paixão ainda está acesa, mas falta coragem.

O outro grande trunfo do filme é a atuação dos atores principais. Tony Leung e Maggie Cheung interpretam seus personagens de forma magnífica. Os personagens são pessoas retraídas e com enorme medo de errar novamente. A atuação contida de ambos demonstra isso claramente e faz com que torçamos para que tudo dê certo entre eles. É criada uma empatia direta entre eles e quem assiste ao filme.

Amor à Flor da Pele é a história de duas vidas que se cruzam em um momento de dor para ambos e que poderia ter um final feliz, mas que o medo de sofrer outra desilusão amorosa, de forma irônica, faz com que acabem realmente sofrendo novamente.

Curiosidades
  • A cônjuge de Tony Leung, que não vemos o rosto tem a voz, e em alguns momentos é vivido por Maggie Cheung e o cônjuge dela, é vivido por Tony Leung.
  • O quarto do hotel, onde eles se encontram para escrever as histórias do jornal, e onde tiveram os seus momentos mais felizes, tem o número 2046, ano no qual Hong Kong será devolvida ao governo chinês definitivamente.


Cenas Inesquecíveis
  • As cenas onde a Sra. Chan vai buscar comida no restaurante, e começa a cruzar com o Sr. Chow. É um balé que traduz a força de atração entre ambos.
  • O casal no taxi (cena acima), voltando para casa. As mãos que se encontram e ela deitando no ombro dele. Essa cena é muito mais sensual que a grande maioria das cenas de sexo que encontramos por aí. Cena de uma delicadeza enorme, que mostra o nível do trabalho do diretor.
  • O Sr. Chow sussurrando o seu "segredo" no buraco da árvore.
Assista ao trailer do filme:


O filme tem uma "continuação": 2046 - Os Segredos do Amor. Outra obra incrível do mesmo diretor, que comentarei em outra oportunidade.

Lord of the Reel

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Protesto



Já começo com um protesto.

É impressionante a capacidade das distribuidoras de DVD do Brasil em deixar de lançar excelentes filmes, mesmo de diretores que já lançaram quase a filmografia toda !!!

A lista poderia ser longa, mas vou colocar somente alguns exemplos:
  • 2046 (Wong Kar-Wai) - este nem em VHS foi lançado !!!!!!!!!!!
  • Gêmeos - Mórbida Semelhança (David Cronenberg)
  • Ondas do Destino (Lars von Triers)
  • Um Homem com Duas Vidas (Jaco van Dormael)
  • Primer (Shane Carruth) - este não foi lançado nem em cinema !!!!!!!!!!!
Felizmente, algumas coisas muito boas estão sendo lançadas, depois de muito tempo de espera, como: A Última Tempestade (Peter Greenaway) e Short Cuts (Robert Altman).

O que eu não consigo entender é que tirando o Jaco van Dormael e o Shane Carruth, todos os outros tiveram vários filmes seus já lançados.

Um caso interessante é o filme 2046. Pelo que lí, uma grande distribuidora, diferente daquela que está sistematicamente lançando os filmes do Wong Kar Wai no Brasil, tem os direitos de lançamento do filme e diz que não é "interessante" lançar esse filme !!!!!!!!!!!!!!!
Para se ter uma idéia da bobagem, esse filme ficou mais de um ano em cartaz nos cinemas em São Paulo !!!!!

Bem, o negócio é continuar torcendo para que coisas boas sejam lançadas no mercado nacional.

Lord of the Reel

Olá, seja bem vindo


Seja bem vindo ao blog feito por quem gosta de cinema, para quem gosta de cinema.
Vou colocar as minhas impressões sobre alguns filmes que assistí, algumas opiniões e espero que vocês possam auxiliar com opiniões e dicas também.
Não sou crítico, apenas gosto muito de cinema e procuro assistir bastante coisa e ficar ligado no que acontece.
Assisto praticamente de tudo, mas pelas postagens vai dar para perceber do que gosto mais.
Aproveitem e obrigado por acessar.

Lord of the Reel